segunda-feira, novembro 28, 2005

Afinal...

prado

(foto de BlueShell)

Subi alto para Te ver...

...afinal, estavas aqui e eu não o soube nunca!

quinta-feira, novembro 24, 2005

Raiva e lamento...

O desespero tolda-me o meu ver todas as coisas.
São feitos de granito todos os músculos do meu corpo. O coração…sim, esse também!

Oh! Se este chão que piso não fossem areias movediças…

Oh! Se eu não tivesse amado nunca…

Devia ser proibido amar!!!

Morro por um beijo...

festim

(foto de BlueShell)

Vem, amor, vem agora que te espero, que te quero...Vem que meu corpo queima de desejo, morre por um beijo...
Vem, amor, não tardes...não aguardes o pôr-do-sol...que antecede a aurora!
Bebe de meu ser a seiva da vida...delíciar-te-ás em mim e em mim permanecerás... muito para lá do Tempo!
Vem, amor meu...
Querido...vem, vem agora!

domingo, novembro 20, 2005

SER CAPAZ!

delonge

(foto de BlueShell)

Ser capaz...
De caminhar sobre ruínas, de olhar o horizonte....negro, de um negro que dói!

Ser capaz...de perdoar e quebrar os grilhões do ódio...
Ser capaz de crer que há sempre um Anjo que nos indica o caminho a seguir...e não vacilar, nunca!

Ser capaz de esquecer minhas dores e abrir um sorriso em flor como quem acaba de fazer amor...apenas porque há Alguém que precisa, mais do que eu, de um pouco de calor...

Ser capaz de ultrapassar os medos...todos eles...

É estar-se mais perto de Deus!
É estar-se cada vez mais preparado para entrar no Reino dos Céus!

quinta-feira, novembro 17, 2005

Imagens

fim

(foto de BlueShell)

Apagam-se as luzes...
Imagens sem conta passeiam-se em minha mente...
Imagens que se sobrepõem, ralham, disputam um primeiro plano...

Não durmo: deixo as imagens à solta...
Por vezes...um sorriso...como agora: o Fred [tão tolo aquele cão rafeiro de 5 meses] resolveu saltar nas quatro patas! Parecia que tinha molas! E lambeu-me as mãos...
Eu gosto do Fred...e isso faz-me sorrir!

Apagam-se as luzes...

domingo, novembro 13, 2005

Assim é...

selvagem1

(foto de BlueShell)

Todos, em momentos vários de nossas vidas precisamos de um abraço, de um carinho, de um sorriso...
A vida tem os seus espinhos mas deles podem surgir belíssimas flores...

Hoje, manhã cedo...algum desalento..
E palavras, [estas,] me surgiam e insistiam em se fazer ouvir pom mim adentro:

sorvo

(foto de BlueShell)


Sorvo o ar...
Sensação de estar viva.
Viva!
Estar!
Ser golfadas de ar.
Ser água revolta
em leito que me devolverá ao mar!
Aí fecundar,
Ser feliz...no mar!

Sorvo ar...

(devaneio de uma concha que, por ser azul...é estranha, sem dúvida!)

sábado, novembro 05, 2005

Poema sem dono...mas com destinatário!

jose

(foto de BlueShell)

Dedicado a todos quantos me visitam e comentam:

Em palavras...sinto vosso abraço,
Sinto que não estou só
No que faço!
Sinto-me assim, mais segura
De mim, por vos ter...
E o não vos ver...não importa
Porque vos sinto bem perto
E retenho vossa presença
Em meu ver o despertar de cada dia
E o abraçar a realidade, que dói
Mas se constrói com pedaços de mil abraços
E outros tantos braços
Que vejo em palavras escritas
Como quem colhe estrelas...para mim.

Na minha humildade sei a minha pequenez...
Mas como a terra é grata à chuva
E ao sol...
Eu agradeço a cada um de vós...
Cada gota de água, cada raio de luz.

terça-feira, novembro 01, 2005

Momentos felizes!

adega

(foto de BlueShell)

Hoje a minha escrita...não é a minha escrita!
...é o meu pensar...
...é o saber que não há felicidade, não há senão momentos felizes que devem ser vividos no seu todo!
Hoje acho que perdi a minha inocência...aquele meu lado de criança que me tem acompanhado desde sempre: ontem fui ao hipermercado e dei por mim a brincar com um leão de “pelúcia” [nunca tinha tido nenhum em toda a minha vida]...ri de satisfação e ri de mim própria pela “figura que estava a fazer em público”!...e naquele instante fui feliz, fui eu mesma...livre, inocente...

Mas olho à minha volta e vejo...olhares tristes, sinto em eco a voz do médico [não me lembro da cara dele, apenas da bata branca que vestia!]...tão longínqua e tão perto que chega a fazer doer.

A casa, minha prisioneira, está triste e em silêncio! Eu vagueio pelos compartimentos e sei que não há felicidade. Há momentos felizes [poucos ] que devem ser vividos enquanto é Tempo e o Tempo deixar!

(Temporariamente, apenas, mudei a música! Esta foi muito importante numa fase difícil de minha vida...por isso a coloco aqui, de novo.)