sábado, maio 07, 2011

LIMITES

aban


(foto de BlueShell)

E sinto esta vontade de transpor limites…
…desvendar o abandono,
Vê-lo por dentro.
[Fantasmas “voando em formação”…]
E a bruma e a cerração turvam o quadro,
Pintado a aguarela,…essa visão do passado…
E não me revejo nela…
E o ranger das tábuas do sobrado
Conta-me histórias de vidas preenchidas,
Vidas plenas da lida que se leva e leva os dias…
[Fantasmas “voando em formação”…]

Mas nos vidros das janelas
Já não vejo olhares ávidos de ser….
É nelas que o reflexo do presente
Me fere e amordaça…refém dum Tempo
Que já foi…levando a vida de graça.

8 comentários:

Luís Coelho disse...

Um regresso ao passado no desejo de vê-lo por dentro e saber dos seus segredos, mas afinal somos todos reféns de um tempo que leva a vida e lava as suas memórias no ranger das imagens das janelas.......

Nilson Barcelli disse...

Há limites que vale a pena ultrapassá-los...
Belo poema, gostei.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijos.

Bemsei disse...

...e quem não tem os "seus" fantasmas???
Bj

Ana disse...

A vida permanece quando nos libertamos dos fantasmas !
Voa, BlueShell .
Um beijinho *

mfc disse...

Vamos sempre a tempo de fazermos parte do Tempo!!
Beijinhos.

Nilson Barcelli disse...

Voltei para te ver... e ler...
Mas nem palavras novas vi.
Boa semana, querida amiga.
Beijos.

O Árabe disse...

Verdade, amiga... quantas vezes nos vem a vontade de ultrapassar os limites! Mas, acredita, a vida não será levada de graça, enquanto a sentirmos em nós. :) Boa semana!

BORBOLETA POETA disse...

Ao te ler e ver (tuas fotos falam muito), quase consegui transpor meus limites e me exceder, mas, faltou um elo da corrente que me levaria...
Amei o que escreves!
Bjs