domingo, agosto 21, 2005

Naquele tempo...

padaria

(foto de BlueShell)

Sim, esta janela pertence à casa que se vê no "post" anterior.

Foi outrora uma padaria. Durante anos e anos ali se fez e se vendeu pão. Durante a guerra muitos eram os que iam "buscar fiado", contava uma tia minha. Nunca o pão foi recusado a ninguém. Eram pessoas simples, todas elas, honestas e trabalhadoras...mas “naquele tempo” a miséria era muita.

Hoje a “padaria” ali está. Vai acompanhando o passar do Tempo. Foi preciso derrubar a chaminé, que ameaçava cair em cima do edifício. Mas a “padaria”, qual mulher marcada pelas rugas e pelo cansaço lembra, com a sua presença, tempos difíceis que apenas os mais velhos recordam ainda.

27 comentários:

Espectro #999 disse...

     ω     Pois aqui está uma prova irrefutável de como "o antigo" preserva valores e histórias para mais tarde nos recordarmos     ω     de que em tempos, outras pessoas pisaram este chão em busca de migalhas de alimentos.     ω     Tempos difíceis, pois....!!!!     ω

     ∇ Beijocas e inté ∇

Absconditum Mentis disse...

Na terra que viu nascer os meus pais, e até os meus irmãos, também existe assim um local de venda de pão. Infelizmente vão desaparecendo, sem deixar rastos.

Até breve.

Musician disse...

A vida é um ciclo...e tudo é saudade. Devemos dar sempre valor a tudo.
Beijo*

AS disse...

Pedaços de história que apenas serão guardados na alma!... o tempo, sempre enexorável, nunca de detém...

Um beijinho grande

rsd disse...

há tantas histórias daquele tempo, daquele da miséria.
é quase incompreensível como tais histórias são sempre tão ricas

Daniel Aladiah disse...

Querida Blue Shell
Passing by...
Um beijo
Daniel

wind disse...

Há sempre algo que fica nas recordações e ainda bem:) beijos

UnaRagazza disse...

Histórias do nosso velho e bondoso portugal... Que é feito desse país?
Beijinhos Blue*

Anónimo disse...

Sobreveio-me à ideia, Maluda, a pimtora que amava as janelas de Portugal...e que belo e triste país este, onde a memoria passa sempre para segundo plano...
Valeria, do blog
www.fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt

R disse...

Desculpa a minha ausencia mas tive a aproveitar todos os minutos para estar com a minha famila junta já que é tão raro:)
beijinhos e boa semana

rajodoas disse...

Infelizmente o sentimento de entre-ajuda que existia no tempos dos nossos avós
nas aldeias, já desapareceu. Até aí já
se pratica hoje, a lei do salve-se quem puder.
Com um beijinho do Raul

mfc disse...

Quando nada mais resta, o esqueleto ainda a mantém de pé.
Tal como as árvores carcomidas se aguentam de pé até que uma rajada de vento mais forte as derrube.
É assim a lei da vida.

João Scottex disse...

Esta história toca-me, pois o meu avó tinha uma padaria e por fiado vender teve que a vender!?
Bjx

Cakau disse...

Ficam as memórias.
Um beijinho doce *

Nilson Barcelli disse...

Andas muito saudosista...
Estive a ler o que escreveste enquanto estive de férias (gostei do poema "Preciso-te").
Beijinhos

augustoM disse...

Shell, as ruinas são alma que nos lembram a existência perdida.
Um beijo. Augusto

Angela disse...

Este teu texto e imagem fez-me lembrar uma padaria lá em Foz Côa, que está nestas mesmas condições. E lembrei-me do cheirinho a pão quente, quando por lá passava. Uma delícia!

Gabriel disse...

Lindo pensar que se você não colasse as fotos e a história, eu jamais saberia que ai tem um lugarzinho com uma história tão bonita. E tudo isso graças à internet! Como diria o outro: "o que é a natureza!"
Beijinhos

A Cor do Mar disse...

Amo estas fotos com historias antigas... têm todas um pedaço de nós... Beijinho*

Micas disse...

As pedras são sempre memórias de um povo. Bjnhos

SaltaPocinhas disse...

Quando as coisas acabam, ficamos com a sua memoria. Essa não acaba!

concha disse...

(Re)visitar o passado.
Nostalgia boa!

nina disse...

pedaços de historia...
beijos

Vera Cymbron disse...

Está tanta coisa assim a desmoronar-se à minha volta...
Tento não olhar para viver um pouco melhor com o passado.
Jinhos

castor disse...

O tempo é implacável e de uma forma ou outra, acaba por atingir tudo o que existe. Resta-nos as doces lembranças do passado e as memórias dos que contam as histórias de um tempo que jamais voltará. ChUAC!

António disse...

E como tudo, um dia a casa virá abaixo!
Jinhos

Aluena disse...

Olá amiga,
Estás no meu BLOG nos 5+ do BlogDay2005.
http://bica.blogs.sapo.pt
Beijinhos e saudades.