quinta-feira, agosto 12, 2004

AFASTEI A CORTINA DEVAGAR...

...e, a medo, abri a janela do meu mundo: espreitei e vi ferro e fogo e fome e lágrimas sem sentido...e cadáveres sem nome, Honra ou ideais! Vi tons de encarnado-negro-dor, vi rostos sem cor! Jaziam perto restos de uma Glória que nunca o fora, e pedaços de sonhos por sonhar...
Ouvi gritos de dor, gemidos despojados de esperança, não vi o Homem, vi a criança...
E sangue alcatifando o chão como quando se espera receber uma vedeta de cinema: sim ela aí estava, e pisava a passadeira encarnada-negro-dor: era a Morte, sem escrúpulos, sem pudor!

E eu fechei apressada a minha janela, corri, de novo os cortinados e me escondi na covardia do meu mundo...

3 comentários:

Anónimo disse...

Que negrume nos teus útlimos escritos, Blue Shell... escondermo-nos do mundo não soluciona nada. Quando abrires de novo a cortina eles ainda lá estão. Todinhos e mais alguns, talvez, que tu não ajudaste a resolver porque ficaste escondida... bjs

ognid
http://catedral.weblog.com.pt

P.S. e faz favor de visitares os amigos :)

RUTRA SEPOL disse...

Arrepiei-me ... é que tu escreves e transmites sentimentos nas tuas palavras (porque "ESCREVES") e o que escreves-te eu senti-o...espero que os dias de sol que se aproximam te façam sentir melhor...bjs

almaro disse...

E a medo fugiste de ti ao enontro dos medos, que afinal, estávam lá fora. Quando nos pomos em fuga, não damos conta que não nos afastamos do que nos repele, mas que correnmos de braços abertos para o abismo que nos amedronta e o colamos à pele.