segunda-feira, agosto 23, 2004

Foi abaixo...que pena!

Hoje, porque estava a morrer, tive de mandar derrubar um cedro no meu jardim! Vi-o tombar, ouvi-o como que gemer enquanto tombava! E os melros...à tarde...andavam confusos...à procura dos seus ramos protectores...Não é tanto da sua sombra que já sinto falta: é da sua presença, ali, imponente, durante anos...E agora, no seu lugar, o Vazio...apenas...

9 comentários:

almaro disse...

E nesse espaço, nasceu nova árvore, novos verdes, novas sombras, de semente, ou transplante, não importa. O essencial é que o espaço viva, que o ciclo gire, com o tempo e sem ele, que o ciclo crie, espaço novo. Verás cores diferentes, cheiros, outros. Tu serás a ligação entre os dois espaços, o elo, sem nostalgia mas com esperança, com alegria...

musalia disse...

Pois é, senti o mesmo quando derrubaram algumas árvores, no jardim do edifício onde trabalho, bem antigas! É sobretudo os espaço vazio...mas será preenchido por outras futuras memórias, como disse Almaro. No entanto ao princípio custa muito...
Beijinho.

Gui disse...

Agora tenta fazer do Vazio, algo saudavél!! Lembrar do Cedro?! não lembres, mas se tiveres que te lembrar dele, pensa que estava a morrer, imagina-o como um ser humano, provavelmente estaria a sofrer, foi melhor assim....agora....agora aproveita esse vazio de alguma forma!!!
Este teu texto faz-me lembrar as duas ultimas paginas do livro o Principezinho, em que Exupery, nos mostra uma pagina com um desenho onde está o principezinho e uma ultima seguida precisamente o mesmo desenho, mas sem ele....e curiosamente a pagina leva-nos a imaginá-la vazia sem o menino lá!!! Assim ficou o teu jardim!!
Beijinhos e resto de uma boa semana
"T"

antonio disse...

Penso que será sempre preferivel lembrar o Cedro...
As árvores, tal como as pessoas, têm um lugar próprio nas nossas vidas...
Se até quando trocamos de carro custa....
Uma árvore tem uma vida que, muitas vezes, começou muito antes da nossa e, possivelmente, prolongar-se-á muito para além da nossa...
Raramente vemos a questão nesta perspectiva...
Para além do mais, as árvores não se movem com muita facilidade...
Quando plantamos uma nova árvore, damos início a uma nova vida... talvez esta seja a melhor forma de lembrar o velho Cedro... que viverá sempre, na memória de todos os que partilharam a sua existência...
um abraço de Ouguela...

Anónimo disse...

Só tens uma solução... plantar outro e ouvi-lo a crescer!
http://omicrobio.blogs.sapo.pt

fran disse...

Não lamentes,concha azul. As àrvores não choram o seu fim...elas são de uma generosidade infinita. Se tivéste oportunidade de abraçar esse cedro alguma vez, partilhar com ele uma pouco do teu amor isso é suficiente. Ele partiu feliz. Acredita... :D

Nilson Barcelli disse...

Uma reacção: cedros há muitos...
Outra: foi um crime ecológico teres cortado essa árvore;
Ainda +: os melros agradecem, pois já estavam cansados de pousar sempre no mesmo sítio;
Última: ao longo da nossa vida o que é importante é que o saldo árvores plantadas/árvores cortadas seja positivo, sem esquecer as que consumimos em papel, mobílias, lareira, e demais quotidianos.
Um abraço.

Jason Mulgrew disse...

intense!

love,
jason mulgrew
internet quasi-celebrity

Pecola disse...

Tens de arranjar um substituto.. Tadinhos dos Melros..