quarta-feira, julho 28, 2004

CORRIA...

...com quanta energia tinha e, passada a última vedação, olhou uma última vez para o enorme casarão: ...em ruínas...todo ele...tal como ele suspeitava. E agora à luz do dia ele podia novamente olhar-se: certamente teria rugas....fruto do tempo corrosivo; estendeu as mãos...mas...não reconheceu as SUAS mãos: aquilo não eram as Suas mãos...e as pernas ...não eram as suas pernas! Era como se fossem pernas de...aranha...muitas pernas...e então compreendeu: a sua ânsia de liberdade...em vão! Perdera mesmo a sua identidade. Tinha consciência de QUEM era, mas não ERA...simplesmente!
Haviam-no transformado em um enorme animal quase disforme...e só agora compreendia que o que lhe travava, por vezes, os movimentos, não eram as suas roupas...antes um pedaço da teia que, afinal, ele próprio tecera!

4 comentários:

ParaPitdaPat disse...

Podias até editar um livro. Pensa nisso.
E a cervejola...provavelmente em Agosto (meados), porque antes vou para muitooooooooooo longe :)

aba disse...

Olá! Andas às voltas com o Kafka?
Volta que estás perdoada! ;)

Roberta disse...

Muito bom!!!

MWoman disse...

Jesus Christ! (que é o mesmo que dizer que está excelente!) Beijo