sexta-feira, julho 30, 2004

ESCREVO...

na noite e no silêncio...
Escrevo sabendo que o faço
Apenas e só
Pra me libertar dos meus fantasmas...
Não os do inconsciente
Mas os reais, os que ferem
Pela sua permanência,
Pela sua vontade de ferir só por ferir...
E o alívio que me dá este escrever
É por saber
Que onde quer que eu vá com meus fantasmas
Saberei que alguém...como eu, lá longe, me leu
E entendeu que não estava
Nem nunca esteve tão só como eu!...

6 comentários:

blackeye disse...

Adorei estes fragmentos do (in)consciente.Como numa crípta fantasmática,noite,silêncio,liberdade e fantasmas.Só...Fica bem, jinhos!!!!!!!!! João

www.rattusnorvegicus.weblog.com.pt
www.causafilosofica.blogs.sapo.pt
www.servidordenada.blogspot.com

Anónimo disse...

Do prazer de criarmos penso que retiramos um Bem estar enorme...dar à luz palavras que vagueiam solitárias esperando que as afaguemos...
Morfeu/anomalias...

Anónimo disse...

Escrever acaba por servir como um exorcismo para os nossos fantasmas. E há sempre quem esteja ao teu lado.

ognid
http://catedral.weblog.com.pt

almaro disse...

cada palavra que me escrevo, é uma lágima de solidão, que dá sentido e cor.As palavras que escrevo, são máscaras de dor, que me sorriem o eu...

Anónimo disse...

Escrevemos de nós, do que conhecemos e do que não sabemos nada, mas escrevemos sobretudo para "alguém" que saiba ouvir a nossa voz.

www.wokinie.blogs.sapo.pt

omlounge disse...

wow... em tão pouco descreves tanto sentimento como pensamento, um desabafo escrito que apazigua... gostei muito, muito. :)