(foto de BlueShell)
Um pequeno paraíso
(foto de BlueShell)
Com um pouco de tudo
(foto de BlueShell)
e fundamentalmente
(foto de BlueShell)
muita Paz
(foto de BlueShell)
e uma enorme
(foto de BlueShell)
sensação de LIBERDADE!
(foto de BlueShell)
Sei pouco mas sinto demais! Gosto do cheiro da terra molhada e do toque sereno do vento roçando-se nos pinhais, sem Tempo nem Idade. Tenho na alma a robustez das serranias e no olhar ...lágrimas de saudade!
(foto de BlueShell)
Um pequeno paraíso
(foto de BlueShell)
Com um pouco de tudo
(foto de BlueShell)
e fundamentalmente
(foto de BlueShell)
muita Paz
(foto de BlueShell)
e uma enorme
(foto de BlueShell)
sensação de LIBERDADE!
(foto de BlueShell)
(foto de BlueShell)
Os céus não sabiam, sequer suspeitavam...que a Felicidade de uma mulher que se sente amada é suprema, é divina, é sagrada!
(foto de BlueShell)
Para todos vós, que tendes a paciência de me ler e comentar, deixo uma rosa...vermelha-fogo-paixão.
Uma rosa que eu colhi no meu jardim.
Foi uma maldade, eu sei...mas vós mereceis o melhor. TODOS VÓS.
Obrigada.
BlueShell
(foto de BlueShell)
Estou deprimida
Acordei deprimida Não sei que raio tenho. Talvez por não ter razão para estar deprimida...deprimi
Haverá coisa mais estúpida? Não creio!
Será do Calor? Da seca? Mas se chovesse eu diria que era do negro do dia...
Que diabo....
Isto não tem jeito nenhum! Não há razão!
Então porquê? Porquê?
Apetecia-me dormir. Ficar longe de tudo por algum tempo.
O Tempo....sempre o Tempo! O Tempo que contém em si o Tudo e o Nada, o passado e o devir....que o presente, esse, nunca o é, realmente.
(foto de BlueShell)
Tomou o seu duche, à pressa!
Era necessário percorrer os 10Km da quinta até à cidade e retomar as suas tarefas naquele gabinete onde, a todo o instante, surgiam problemas sem cessar.
Pareciam-lhe mundos paralelos: o da quinta e o do gabinete! [estranho]
Na quinta, meia dúzia de hectares, havia sempre que fazer: regar, mondar, “capar” os tomates e os pepinos, deitar comida às galinhas e, sobretudo, água fresca...
E, sozinha, a rega era uma tarefa, para ela, difícil...além de que a água era escassa! Depois, a certas horas o calor começava a “apertar”...era sinal de que tinha de tomar seu duche e regressar à cidade, ao gabinete, ao ar condicionado, à dita civilização!
Ainda olhava para trás...como se o seu desejo fosse permanecer ali onde a natureza impunha suas leis, onde sentia o chamar da terra e a frescura das árvores lhe pediam para não partir.
Mas não podia: metade de si pertencia já à cidade! Tinha compromissos, tinha prazos a cumprir.
Depois do duche e quando se preparava para entrar no carro apareceu, magro e sujo, o Sr. Albertino. Tinha vindo de levar o rebanho ao pasto e ia agora fazer o almoço: - “ Ó menina, é rápido: abro uma lata de feijão, faço um pepino e um tomate e já está”- ... e sorria, com metade dos dentes...e era um sorriso que, mais do que resignação, traduzia felicidade! A mesma felicidade das aves quando, soltas, voam em liberdade e vêem coisas que não entendem...ou que entendem de forma diferente de nós, humanos.
(foto de BlueShell)
Dias que se sucedem sem respostas, sem um som...
Dias plenos de vazios, de ausências de ti...
Dias tão em vão...
Dias, só!
Dias...
(foto de BlueShell)
Talvez seja a cor do céu, a pureza do ar...a consciência do Estar!
Talvez seja o verde das ramagens ou o íngreme caminho...
Talvez seja pela paz que me rodeia...pelo
Calor de Liberdade, pelo gesto não contido, riso franco, beijo pleno de sentido!
Sei que é aqui que meus passos são firmes, não vacilam!
Aqui sou eu...eu própria, sem artifícios ou máscaras...
Que oprimem e reprimem a vontade!
Aqui sou chão e terra e sol e verde e vento e cor!
Aqui, sou eu: terra-mãe, hino ao Amor!
(foto de BlueShell)
E a capela da Srª das Necessidades lá está...espreitando a serra, aguardando o Tempo...
(foto de BlueShell)
O dia estava quente mas ventoso.
A noiva, apreensiva mas determinada chegou à hora combinada ao local onde se celebraria o matrimónio.
Quando se preparava para sair do carro o padrinho, pessoa muito cumpridora do protocolo, enfiou-a de novo dentro do carro dizendo “ – Não podes sair, não podes sair...o noivo ainda não apareceu!”
Bom, deu-se início à espera. Ela transpirava dentro do carro e 45m (quarenta e cinco) minutos depois, quando ele e todos os seus convidados chegaram....ela teve vontade de lhe bater. Tinha estado a tomar o pequeno- almoço...
Do que ela tinha mesmo medo...era da noite de núpcias. Sabia o que era suposto um casal fazer....mas nunca o fizera antes...
(foto recebida via mail)
Mas depois...ele, muito terno, chamou. “ – Vem, não tenhas medo, vem!”
E ela foi!
Sim, faço hoje 19 (dezanove) anos de casada!!!
Para o meu maridão um imenso beijo!
(foto de BlueShell)
heheheh....alguém é capaz de adivinhar onde é que, na foto, (claro) eu estou a colocar a mão?
Posso acrescentar que a superfície é rugosa!
[...hoje estou assim! Amanhã dir-vos-ei a razão...]
HEHEHEHEHEH....
(foto de BlueShell)
Decidi, hoje de manhã, não pensar em nada: uma decisão acertada...eu julgava, pois que nos últimos tempos o pensar me fere a alma.
Mas...o Nada também se pensa!
E o pior ainda é que o Nada também se sente quando a gente procura em nós “aquela voz” e encontra apenas o vazio...gélido, frio...a sensação de ter sido...sem ter chegado a ser...de ter partido sem rumo e sem destino (que desatino).
E o Nada se transforma então num gigante avassalador e inexorável...
Tão Nada e tão palpável...tão pensado, tão sentido que é afronta e é perdido, depois disto, todo o siso....
[Nunca mais decido não pensar em Nada...]
(foto de BlueShell)
Hoje estiveste perto de mim...
Não te dei meus lábios...tu não os pediste.
Não te dei meu corpo...não o desejaste.
Dei-te meu olhar, pleno de ternura e me senti feliz...porque estavas lá...
Isso me bastou...
Hoje me senti segura...te senti comigo...e pude rasgar meu manto de solidão.
Estavas onde era e foi, sempre, teu lugar: junto a mim, amor,...para te eu amar...
[Estou agora a começar as minhas visitas...'tou chegando...]
(foto de BlueShell)
Lá fora a Natureza toda em flor impacienta-se já com minha ausência.
E são estes momentos de, também minha frustração, que me mostram o quanto dela necessito para me fortalecer, para crescer...e aprender que tudo tem o seu Tempo de SER...
(foto de BlueShell)
[...e os "dossier" reproduzem-se desavergonhadamente em cima da minha secretária...estão ali, são de todas as cores e tamanhos...Abri-los...sequer olhá-los é já por si só uma tortura! Seu conteúdo, esse, me assusta...é como dissecar um animal, ver-lhe as entranhas, desvendar o que é vedado ao comum dos mortais...Mas, sabeis que mais? Se disso depende o meu sustento...AO ATAQUE!!!]
(foto de BlueShell)
Poderei sorrir se te souber feliz...
[Farei as minhas visitas a todos os blogs amigos...só que agora estou a naufragar em papéis...glup, glup...]
(foto de BlueShell)
Talvez por te sentir tão longe, tão sempre ausente e te querer tanto, tanto...
Talvez por temer por ti, amor...
Talvez por te saber minha força, meu escudo, minha luz na noite de treva densa...
Talvez, meu amor, por não saber até quando...
Choro, sim...por te querer junto a mim, sempre. Mas o “sempre” não existe, nós sabemos!...E o que temos é nosso apenas no presente...
Então...não te apartes de mim! Vem...agora...
Talvez possamos fazer parar a Hora...vencer o Tempo, nem que seja pela ilusão de um breve momento.
Vem...porque te quero tanto, tanto...
Que estas lágrimas são tuas e a saudade de ti o meu manto!
(foto de BlueShell)
Olha a pita que fugiu
Do seu fresco galinheiro
Quem for com ela à feira
Lá fará um bom dinheiro.
Lá fará um bom dinheiro
Porque a pita é gordinha
Gosta de estar no poleiro
Até bem de manhãzinha.
Até bem de manhãzinha
Quando o sol rompe na serra
Depois vai ter com a vizinha
E esgravata –lhe a terra.
O galaró rezingão
Bem gostava de a ter
E lhe mostrar seu tesão
Mas pitinha...não vai não!
Mas pitinha não vai, não...
Que é de bom tom precaução...
Mas dá a sua voltinha
P’los galos da região!
Olha a pita que fugiu
Hoje cedo e sem recado
Certamente quem a viu
Já a levou ao mercado...
(um momento para descontrair...e enviar beijos a todos quantos me têm gentilmente visitado)
Obrigada
BS
(foto de BlueShell)
Tenho saudades do meu pai...
e estas lágrimas...estas mãos vazias que não voltarão a abraçá-lo...
este sentir que não compreendo...
só sei que dói...
[talvez isto explique o(s) meu(s) post(s) anterior(es)...]
(foto de BlueShell)
Escrevo lágrimas soltas
Arremedo de palavras loucas.
Escrevo com os olhos vendados
Frases que vêm d’alma ferida...
É assim a vida!...
Lágrimas ditas em palavras tristes...
Verdadeiros túmulos...
Doutra sorte
O sopro longínquo do vento Norte
Trará memórias gastas pelo Tempo,
Ausências sentidas,
Migalhas de pão....
Lágrimas vertidas
Em vão...
(foto de BlueShell)
Eu não sou “eu”...
Sou realmente a minha vontade de querer ser alguma coisa. Mas vontade apenas...algo imaterial, metafísico...
Por isso...eu não sou “eu”....
Sou um querer...louco e desvairado de um apetecer mais e mais...de algo manifestamente inexistente...
Sou o estar em busca permanente de mim...ou o que quer que seja esse querer...
Mas...eu não sou “eu”, realmente....
(foto de BlueShell)
Secou...era uma fonte...
É uma fonte...mas não é mais uma fonte...
Já não tem água...secou!
Como ela...
Mulher...era uma mulher...
É uma mulher...mas não é mais uma mulher...
Já não tem amor...perdeu-se
Algures no Tempo,
Nas desventuras,
No passado,
Na solidão,
No crer em vão!
(foto de BlueShell)
Se as minhas árvores estão a arder...
Como conseguir em pleno um sorriso?
Se as minhas árvores estão a arder...
Como pegar em pedaços de cor
E pintar o cinzento, feito Morte?
Se minhas árvores estão a morrer
...só ouço o dobrar plangente dos sinos...
Não ouço mais aqueles alegres Hinos,
Somente a Natureza a entristecer...
(foto de BlueShell)
Abate-se sobre mim todo o peso da Terra...
Da escuridão que se faz anunciar retiro já, por antecipação, o que ela tem para me dar: solidão, fantasmas sem Tempo e sem Lugar...inconscientes vagas de pensamentos que teimam me torturar...e a Paz se foi!
Do sonho inconsequente e inatingível resta a raiva de me ter permitido o luxo de poder sonhar. E a treva obscura e negra penetra em mim fecundando-me...levando para bem Longe o som das harpas dos Anjos! Cânticos que não ouvirei jamais...porque a Terra toda em pranto esperou, como eu, Tempo demais!
(foto de BlueShell)
Pudesse eu me esconder
Das turbas, do sofrer
E ser apenas árvore,
Hino divino, sem presunção...
Ter meu porto de abrigo,
P’ra me receber...
E nessa união
Ter a Paz...
E a Natureza-mãe
Em comunhão
Comigo!
(foto de BlueShell)
Ana, uma menina de 8 anitos, escreveu estes dois lindos acrósticos sobre o que é ser criança.
Tomei a liberdade de pedir para os publicar neste humilde blog.
Eu faço silêncio. Deixo para vós os comentários.
BlueShell
I
...........Sou criança ...........Os meus pais são quem mais amo
...........Uma vida eles me deram
...........Corro de alegria agora que sei o que é ser criança.
...........Rir, saltar, aprender, divertir são das coisas principais.
...........Ilustro os meus sonhos.
...........Ninguém me consegue tirar esta alegria.
.......PeÇo a Deus para ser sempre criança.
II
..........Sou uma criança
..........Olho as coisas com outros olhos..........Canto com os pássaros
..........Rio-me de felicidade
..........Imagino que estou a voar..........Amo quem me deu a vida
..........Ninguém é como eles..ComeÇo uma nova vida daqui a alguns anos
..........Adoro ser criança.