

Sei pouco mas sinto demais! Gosto do cheiro da terra molhada e do toque sereno do vento roçando-se nos pinhais, sem Tempo nem Idade. Tenho na alma a robustez das serranias e no olhar ...lágrimas de saudade!




























(foto de BlueShell)
Oh, sim...cristalina a tua imagem... e a minha sede de te ter em mim. Fina e ténue a linha nua que se estende entre o tu seres meu e a minha vontade de ser tua...

(foto de BlueShell)
É assim, aVida...
Uma roda que desliza numa calha...
o Destino...é esse mesmo...está ali...
Vidas presas num pedaço de chão...
Que, inexorável, nos ilude mas não falha!

(foto de BlueShell)
E há ainda o medo…o viver atrás da cortina que esconde
O que pode vir a ser.
Vive-se a agradecer estar-se vivo mais um novo dia…mas
Vive-se temendo… e logo a Felicidade se adia….

(foto de BlueShell)
Desde Julho temos vindo (meu marido e eu) a travar uma batalha…
Revolta, dor, lágrimas…esperança…sentimos de tudo um pouco.
Mas no dia 1 de Fevereiro de 2011, uma 3ª feira, eu estava a dar aulas e o meu marido estava na mesa de operações.
O meu coração estava pequenino: eu tinha uma vontade imensa de chorar, sentia uma ansiedade…não queria pensar e pensava constantemente.
Eu olhava os alunos sem os ver, falava sem ouvir a minha voz…
A minha dor, dentro de mim, falava mais alto…eram gritos de uma angústia sem igual.
Hoje, 11 dias depois, ele está em casa.
A recuperação é lenta mas está a decorrer como estava previsto.
A todos quantos me acompanharam, leram e transmitiram palavras de apoio, nestes últimos meses de dor, o meu muito obrigada.

(foto de BlueShell)
Por ser um assunto que a todos pode vir a "tocar" deixo este texto como motivo de reflexão.
Não precisa comentar, se não quiser.Basta que medite, que reflita, por instantes e denuncie práticas do género, se estiver a ser vítima delas.
Com um beijo de BlueShell
"A situação de assédio integra-se no assédio moral, proibido pelo artº 24º do Código do Trabalho, constituindo contra-ordenação muito grave a sua prática.
O "mobbing" ou assédio moral é percebido, quase unanimemente, como "uma prática insana de perseguição", metodicamente organizada, temporalmente prolongada, dirigida normalmente contra um só trabalhador que, por consequência, se vê remetido a uma situação indefesa e desesperada, violentado e frequentemente constrangido a abandonar o seu emprego, seja por iniciativa própria ou não. consoante a sua intensidade, patologias mais ou menos graves, de índole psíquica, psicossomática e social que podem ir da simples quebra de rendimento profissional ao suicídio, passando pela perda de auto-estima, pelo desenvolvimento de "stress" pós-traumático, síndromes depressivas, dependências de fármacos ou álcool, etc.
A caracterização destas perseguições atém-se mais ao seu aspecto sucessivo e persistente do que aos actos em que se traduzem. Com efeito, a agressão — quase sempre insidiosa e muitas vezes dissimulada — não é tanto o resultado de qualquer acção isoladamente considerada, quanto da sua concatenação, com o objectivo de provocar, geralmente, o afastamento definitivo do trabalhador.
"As estratégias são múltiplas, sendo recorrente o isolamento, as transferências vexatórias, a desocupação, o empobrecimento funcional das tarefas, a distribuição de trabalhos inúteis ou não condizentes com a categoria profissional, a desautorização, as permanentes invectivas ou a constante humilhação que em muitos casos acaba por converter o trabalhador num pária da colectividade" ( Maria Regina Gomes Redinha, "Assédio Moral ou Mobbing no Trabalho").
O assédio constitui uma forma de assassinato, lento, terrível e cobarde. Assassinato, pois resulta no aniquilamento físico e psíquico do trabalhador; lento, pois processa-se durante um período de tempo considerável; terrível pelas consequências; e cobarde porque incide sobre o elo mais fraco.
Por Edgar Valles

(foto de BlueShell)
A tua dor, amor, é meu sofrer!
O teu sofrer é a minha dor por não saber,
Ou não poder te libertar dessa amargura:
Esse vazio que é hoje o teu olhar
Que levou, à mão-cheia, os sonhos teus…
Sonhos que tinhas p'ra sonhar!!!
Perdoa…mas não sei
Senão, em oração, pedir por ti…a Deus.

(foto de BlueShell)
Tremi…senti-me desmoronar…
Caí abaixo do Futuro que julgava certo…
A Natureza segue seu curso…impassível!
Mas a Morte rondava perto.
Tremi…senti-me traída pela Vida escrita
Em papel de rascunho, sobras de sonhos
Sem Tempo de serem sonhados!
Porque a Morte rondava perto.
Raiva em aberto…este meu ruir …
Este meu sentir me eleva a Ti, decerto!

(foto de BlueShell)
Meu dia, teu seguir em frente…
Meu dia, te saber vivendo.
Meu dia, tua, hoje e sempre…
Meu dia, amor, a noite vencendo.

(foto de BlueShell)
Há vida, ainda, escondida por trás do Tempo.
Há sílabas nas palavras … dadas.
E nas palavras há Esperança, Fé, Amor.
E no Tempo, meu amor, subsiste a Vida…

(foto de BlueShell)
Nesse dia trouxeste contigo um pedaço de Luz…
Uma esperança que se anuncia
…nesse dia….trouxeste mais que miragens…
Trouxeste o sorriso e o teu corpo quente…
Mas nesse dia levaste de mim o que de puro havia…
Levaste a inocência e o acreditar, levaste o sonho…
Deixaste lágrimas…restos de mim….rio que se apressa
… sem nunca chegar!

(foto de BlueShell)
Palavras que valem por tanques, tão mortíferas como um míssil…e no olhar o desprezo!
É hora de usar a palavra!

(foto de BlueShell)
Do hoje ficará a dor…apenas!
Tantas vezes olhei o céu e roguei…
Roguei me vão…
Do hoje ficará o que perdi…
Pedaços do meu cadáver espalhados pelo céu
Que nunca vi!

(foto de BlueShell)
Portas que se abrem para o vazio,
Para a escuridão de uma existência sem o calor,
O aconchego de um carinho.
Só escuro e frio, esse espaço, que sentes
Ao atravessar as portas do Tempo….
Nem orquídeas, nem flores de cerejeira
Nem o fogo na lareira…ardendo lento!
Dentro, apenas o passado, o efémero…
Gravado nas pedras nuas…com lágrimas
Minhas, …e porventura, tuas...