sábado, março 03, 2012

ESTOU DOENTE

calhaus

(Foto de BlueShell)


Ontem levantei-me com todos os sintomas típicos de uma gripe.

Mas ao longo do dia fui piorando e, por volta das 18h, já eu tinha vómitos e diarreia. Vomitava constantemente---e assim foi durante 2 horas.
O meu marido levou-me ao Hospital.
Na triagem…uma fita amarela.
Mau prenúncio… Tanta gente na sala de espera…e eu tão mal “a deitar as tripas cá fora”!
Sentia-me, por vezes, desmaiar…
E ali continuava eu…mal…infeliz…cheia de dores e de náuseas.

Mas…(e aqui a “coisa” fica curiosa)…tudo ali se processava DEVAGAR…devagarinho… Houve uma altura em que numa hora foram chamadas 3 pessoas… ( havia, que se visse, 4 médicos de serviço, pelo menos).

E os idosos, ali…num corredor que mais parecia o corredor da morte gemiam…de dor e desespero sem que alguém lhes acudisse!

Senti-me piorar…comecei a hiperventilar!

Finalmente, depois de 6 horas de espera, fui vista e medicada…mandada para casa. Salvou-se o enfermeiro que me administrou a medicação. Um profissional afável, paciente e para quem nós éramos mais que um número num frio e estúpido computador.

Hoje, já de madrugada, acordei febril…tremendo de frio. Tinha febre de novo…
Não sei o que tenho e ...como tal, não sei que medicação tomar... 

Não sei como se vai desenrolar o dia…mas se tiver de voltar ao Hospital e se a situação de ontem se repetir, …contai que, se tiver algumas forças, "armo o barraco"!

sábado, fevereiro 25, 2012

De madrugada no olhar...

casa2

(Foto de BlueShell)


Nesse tempo eu tinha todas as certezas!
Detinha todas as verdades…sabia de cor todas
As cores do amanhecer…

 Nesse tempo havia em mim toda a ingenuidade
Havia o acreditar, havia o crer…
Eu guardava em mim todas as estações do ano,
Todas as giestas e pinhais, todas as festas e arraiais…

 Nesse tempo eu tinha em mim dias e noites
Prenhes de ilusão…e as pessoas eram gente …
Obreiros, com a madrugada no olhar
E a enxada a desbravar o nada…
Gente que cantava e ria em cada desfolhada, gente
Que queria o viver-chão da eternidade contida
 Numa idade de cheiro a rosmaninho…e de coragem.

 Gente que deixava os passos firmes pela casa,
Hoje abandonada…quase proscrita…quase miragem….

 Nesse tempo, à mesa, havia o pão, o caldo, a fé…
Uma lareira farta em brasas e calor…
E risos cansados de mãos calejadas, porém, plenas de amor.

casa1

(Foto de BlueShell)



Hoje não tenho …nem certezas, nem verdades …
Tenho em mim  
O silêncio do meu olhar, lento, a percorrer o Tempo!
 Hoje sei a cor das janelas cerradas,
 sem Sol, sem LUZ… sem mim…
Hoje, os prados e lameiros, não conhecem senão as árvores despidas,
Estéreis, sem fruto….
E há dor…há pesar!
Mas dos que partiram,
Conservo ainda a memória, o ideal e as saudades
E preservo deles esse legado:
O existir ainda um amanhã p’lo qual lutar!

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Arrependimento....

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(Foto de BlueShell)

Me arrependo de muitas coisas que fiz....




ano5

(Foto de BlueShell)


...mas me arrependo mais ainda do muito que podia ter feito e que, por receio ou comodismo, deixei de fazer....

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Há 1 ano...

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(Foto de BlueShell)





Dia 9 de fevereiro de 2011,
Quarta-feira, 17:30h
Coimbra, entrada do IPO!

Os carros passavam apressadamente na rua, indiferentes ao frio e ao dia escuro. Não chovia.
Em mim a alegria e a apreensão. Um turbilhão de sentimentos mas uma só certeza que eu queria consolidar, agarrar… como se tivesse medo que me fugisse: - “ o meu marido vai para casa. A operação correu bem e ele vai comigo para casa, hoje”!

Foi assim, há 1 ano atrás, naquele dia 9 de fevereiro.

Depois de 7 meses de angústia, de revolta, de sofrimento e lágrimas…depois dos tratamentos de químio, de radioterapia e da cirurgia ele estava ali, prestes a vir para casa. Recordo-o hoje com uma nitidez avassaladora.
O sabermos da existência de um cancro abalara nosso mundo, nossas forças…até nossa Fé. Na minha revolta eu só perguntava “PORQUÊ?” E o meu primeiro impulso fora abdicar de toda e qualquer vontade de viver! (quanto egoísmo, o meu). Quando ele mais precisava de mim…eu só pensava na minha dor…
Mas o meu amor por ele foi mais forte e impôs-se: estive ali, com ele …sempre. Orei como nunca tinha orado. Implorei como nunca tinha implorado.

Recordo os dias que se seguiram: os meus medos …as minhas dúvidas…cada pequeno sobressalto. Foi preciso tirar os pontos e os agrafos….a cicatriz era imensa…tinha de se evitar o risco de infeção. Ainda mais quimioterapia. As idas a Coimbra, as consultas…
Meses antes, à entrada do IPO, tinha-me dito, como quem deixa sair um desabafo, “estou cansado de vir aqui!”! E eu nada lhe soube dizer. Não tive palavras, nessa ocasião, para lhe dar alento ou força. Sabia-o cansado…dos tratamentos, do sofrimento que estes lhe causavam…da incerteza…de tudo…

Mas um ano passou e estamos juntos. Como poderia não estar grata?
Olho e vejo a vida de uma maneira diferente. Toco e sinto de um modo mais intenso.

Ele dorme tranquilo, agora.

Eu escrevo. E amo e dou Graças.

E sei que, dos que me lerem, só quem ama, como eu amo, poderá compreender cada palavra, cada expressão de dor…de medo…e de felicidade também.
Uma felicidade que é vivida num Tempo presente! Uma felicidade é aproveitada ao minuto….

Há uns 8 dias fomos dar um pequeno passeio…e, do alto da ponte, lá em baixo, eu via o rio…ora sereno…ora galgando pedregulhos mas sempre se dirigindo para o mar (uma figura por demais explorada…eu sei)! Mas assim são nossas vidas…sempre correndo até repousarem, tranquilas, no mar.
Nossos dias, ora serenos ora em alvoroço são como esse rio….

Aproveitemos a paz dos dias serenos…reunamos forças para enfrentar as adversidades.

O amanhecer traz consigo um novo dia e é por mais esse dia que eu dou Graças. Veem-se ainda as estrelas mas já começa a romper a aurora…
Uma amiga dizia-me ontem, por email: ”Tudo isto para te dizer que acredito solenemente na capacidade mental sobre a física.”
Obrigada, Ná. Por tudo…

Obrigada a vós que me tendes acompanhado e em cuja presença tenho recolhido forças para prosseguir.

Obrigado Senhor pela Tua imensa benignidade:


Psalm 40:11

Do not withhold your mercy from me, LORD; may your love and faithfulness always protect me.”
Salmo 40:11
“Não retires a tua misericórdia de mim, SENHOR; possam o teu amor e fidelidade sempre me proteger.”




fev

(Foto de BlueShell)

sábado, fevereiro 04, 2012

Sei Ser Feliz!

riba1

(Foto de BlueShell)

Desconheço do Universo a lei que rege a felicidade…


Mas sei ser feliz…como árvore no sopé da serra…
como gota de água que alimenta a terra…
ou como rosa do jardim de Adónis….


Sei ter a paz que tem o prado ao cair do dia…
Sei sentir do rio a amena sinfonia…
Sei do Sul o afago que me acorda o ser…
Sei do silêncio a voz que demora em mim!


Sei das colheitas o sabor do pão,
E nesse milho a secar nas eiras,
Corpo meu…prenhe de chão,
Sei teu suor fecundando sementeiras….


Não quero mais que isso…e já é tanto…
Ser assim…Terra, Céu, Sol, Chuva e Vento…
E ter em ti meu abrigo e meu sustento.



riba

(Foto de BlueShell)

terça-feira, janeiro 31, 2012

Tuas palavras...meu sentir!

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(Foto de BlueShell)


Apetecia-me pendurar tuas palavras no parapeito da janela: assim, quando olhasse para fora de mim…ouvir-te-ia dizer o quanto me amas.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

DEIXA-ME DEITAR EM TI....

ribei

(Foto de BlueShell)



Sinto os braços pesados…
Deixa-me deitar em ti!
Abandono-me em tuas mãos e elas
Deslizam por mim com a suavidade de um rio tranquilo…
Abandono-me em tuas mãos e elas desvendam segredos meus…
Me trazem da noite a luz das estrelas…me cobrem de um manto de prazer…
Essas tuas mãos que bailam por mim acima…
Me desnudam e me derrubam pautas de veneradas sinfonias…
Mãos que suportam o peso de uma vida…
Mãos que dão vida…e me sublimam, a mim, perdida na Idade!
Essas mãos que trazem o calor dos primeiros raios de sol
De uma primavera por chegar…metáforas de ti, amor…
E nessas tuas mãos solta-se o querer de quem só mendigava
Um pouco de ternura, uma palavra amiga…


Fúria desmedida nessa dança de sentires…multicolores…
É o Sol, são as árvores, o Céu…as flores…
Essas mãos que me sentem, agora, estremecer…
E onde me sinto fenecer dando-me toda inteira aqui,
Num Agora sem Hora,
Num rio sem Margem,
Num sôfrego Ter sem barreira ou miragem…
Deixa-me deitar em ti…

terça-feira, janeiro 24, 2012

FOI HÁ 7 ANOS,,,,

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(Foto de BlueShell)


Faz hoje 7 anos que o meu pai faleceu.
A saudade, a dor da ausência…permanecem…
O Tempo se tem vindo a encarregar de aliviar essa dor…mas ela existe.
Foi um homem que, como todos, tinha os seus defeitos e a suas qualidades.
E me ensinou tanto…
Foi um homem trabalhador, honesto, solidário…sempre pronto a ajudar os que mais pecisavam, mesmo não tendo muito para dar. Serviu a sua terra, lutou pela Liberdade contra a Ditadura, lutou pela igualdade de oportunidades e isso quase lhe valeu ser preso pela PIDE.
Ensinou-me que palavra de um Homem vale mais do que um papel assinado, que poder trabalhar é um privilégio, que lutar pelos nossos direitos é um dever.
Não tolerava gente falsa, hipócrita; detestava a maledicência.(oh, pai…se soubesses…) Detestava aqueles que dão “palmadinhas nas costas” para “caírem nas boas graças de quem lhes podia fazer favores”!
Não tinha a maldade daqueles que armam ciladas para escalar, a todo o custo e a qualquer preço, na hieraquia do poder. A esses…desprezava-os!
Ele e minha mãe sacrificaram-se para dar aos filhos um futuro, para nos abrirem caminho de modo a podermos, hoje, ser quem somos.
Era um homem simples, um homem do povo… jovial, alegre…até que a doeça se apoderou de si.
Entristeceu...e,durante anos, afastou-se da Vida…

A 24 de janeiro de 2005 faleceu, no Hospital de Viseu…

Pai, onde quer que estejas…descansa em Paz…sem dor nem aflições….
Tua
BELITA



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(Foto de BlueShell)

http://www.blueshell.blogspot.com/2005/01/doena-venceu.html

sábado, janeiro 21, 2012

Prece sem palavras...

romp

(Foto de BlueShell)



Subiu a íngreme colina e orou.
Orou… longas horas, como Ana, no Templo…
Era, também, uma prece sem palavras perceptíveis…
Era uma prece sua…que só Ele entendia…


Orou com o coração, com a alma,
Com a Fé que trazia guardada na algibeira….
E no alto da colina, seu corpo frágil
Fustigado pelo pesar e pelo vento
Orava…


Do alto da sua dor a prece se erguia ao Céu:
Do Templo se rompe o Véu…


Mas do alto da colina, em pranto,
O vento que lhe rasga o débil ser
Se transforma em suave manto …
E o dia rasga a treva e a prece!


Mas o grito que se não ouve é, afinal, o meu.



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(Foto de BlueShell)

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Do outro lado do querer!

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(Foto de BlueShell)

O que existe do outro lado do querer?
O que existe além das palavras que te quero dizer?
O que existe?
O medo de perder…
O medo de ter de calar…
O medo de não ter…
Vida, tempo…forças para te proteger…

O que existe do outro lado do querer?
Existe o sonho…
Existe a sombra de quem quero ser…
E o desejo de escalar a sombra e contigo morrer…
Se tiver de ser….

Mas na união de nossos corpos suados...não há dor!
Cresce a caríca, cresce o beijo, o desejo
se liberta , o sonho se desfaz a faz-se amor!



 

quarta-feira, janeiro 11, 2012

ano1

(Foto de BlueShell)

Por vezes sinto-me assim:escombros que o abandono deixou ao esquecimento…
Escombros da luta contra a ingnorância e a hipocrisia….
E depois, chegou o Tempo, devorador implacável de sonhos e ilusões…
…e tudo parecia perdido…

Mas eu sei que –“ O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio”

“The Lord is my Rock, my walled town, and my savior; my God, my Rock, in him will I put my faith; my breastplate, and the horn of my salvation, and my high tower.”
Salmos 18:2

E me ergo, e não me deixarei abater!


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(Foto de BlueShell)

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Emboscada

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(Foto de BlueShell)

O cair da noite trazia consigo o cansaço das horas emboscadas no suor dos corpos!
O cair da noite encobria os sonhos até amanhã…

 

E a treva abafava o choro e a raiva, a incerteza e a madre ….
Filho por nascer… em casa sem pão!


A noite trouxe consigo o grito – (e a lenha
tombou, por arder, na lareira...)
por dentro do corpo cansado da peleja e
os sinos dolentes beberam a treva e
passaram palavra e
pela alvorada
já o povo carpia:
“está em Paz…
que assim seja”!

domingo, janeiro 01, 2012

Linhas Vestidas de Palavras...

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(Foto de BlueShell)

É simples o meu escrever…
Tão simples como o respirar…
O amar, o viver…
Ou o cair da folha no outono!
Porque simples é a minha forma de
Bem querer!
Porque simples é sinónimo de “eu ser”!

Das árvores colhi a sombra e
delas aprendi que o céu passa por nós
em metáfora prenhes de promessas e
essas, nunca são nossas
porque são do Tempo que escorre
através da janela do meu querer.


É simples o meu escrever…
Simples como as lágrimas dos anjos,
Como os lábios que se entregam num beijo,
Como torrões de terra
Acabada de lavrar… pão cultivado
Com suor e dor… esperança e louvor!
Simples o chamar o gado
Junto à noite e o guardar,
em linhas vestidas de palavras, a Verdade: 
prosseguir, num amanhã que se espera
E se demora, na aurora do Ser e da Humildade
A árdua caminhada … do viver;
por isso…talvez ...

Seja assim, simples, o meu escrever…

domingo, dezembro 25, 2011

CONSOADA!

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(Foto de BlueShell)


Lá fora o vento frio fazia-se ouvir nos ramos nus das árvores que pareciam gemer implorando tréguas…



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(Foto de BlueShell)

Mas o vento persistia na sua fúria, teimava passar por baixo da porta e fazer-se convidado do aconchego deste lar.



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(Foto de BlueShell)



Dentro…o calor…não apenas da lareira acesa, dos troncos em brasa…mas a chama de uma união que o Tempo, as lágrimas e a Fé fortaleceram…


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(Foto de BlueShell)

quinta-feira, dezembro 22, 2011

FELIZ NATAL, Feliz Navidad, God jul, Hyvää Joulua, Merry Christmas...

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(Foto de BlueShell)

DESEJO a cada um de vós Um Feliz Natal e um Ano Novo Pleno de Saúde , Paz e Amor.




Nat3

(Foto de BlueShell)

I wish every one of you a Merry Christmas and a wonderful New Year full of peace, health and LOVE

BS

domingo, dezembro 18, 2011

Comboios... (parte I)

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(Foto de BlueShell)

Eu tenho “coisa” com comboios…

Sou eu e o pequeno cão que, deveras aborrecido pela espera, anseia pela viagem que o levará a outras terras, outros ares….

Muitas foram as vezes que apanhei aqui o comboio.
Diversos motivos, o mesmo local.

Em fevereiro passado, quando meu marido esteve internado, após uma cirurgia ao intestino, eu ia a Coimbra todos os dia para o visitar, saber como estava e quais os progressos relativamente ao dia anterior.
Meu coração ia sempre “apertadinho”…sem saber o que iria encontrar. A maior parte da viagem fazia-a sozinha. O comboio, vindo de Vilar Formoso, só começava a ficar com bastante gente a partir de Santa Comba Dão.
Às vezes podia ouvir, sem querer, conversas de circunstância que, em nada contribuíam para me alegrar.
Geralmente olhava pela janela, sem realmente ver a paisagem…e deixava-me ir, embalada pelo balouçar da carruagem. Frio, por vezes sentia frio… um frio que vinha de dentro de mim…e me gelava!

Um dia, à minha frente sentaram-se dois homens que falavam alegremente e, depois, um terceiro se lhes juntou sentando-se a meu lado. A sua presença não me incomodou. Disseram “bom dia” e eu retribuí educadamente: sempre, desde pequena fora educada de modo a cumprimentar as pessoas. Quase não os ouvia: geralmente criava uma barreira entre o espaço circundante e as minhas reflexões.

Subitamente, e com estrondo, abriu-se a porta à minha frente e, vindo de outra carruagem, apareceu o revisor (pessoa que verifica se todos temos bilhetes).
Naquele momento não estávamos senão ali os quatro passageiros…só lá mais para o meio da composição havia pessoas cujas vozes, indistintas, eu mal conseguia ouvir.
O revisor sorridente e para surpresa minha começou por dar os “bons dias” e…maior espanto meu, começou a dar um aperto e mão, a um, ora a outro, ora ao terceiro homem e todos , também sorridentes, lhe estendiam a mão cumprimentando-se mutuamente. Pensei rapidamente para comigo “A Empresa deve ter instituído a política de bom relacionamento humano entre funcionários e passageiros! Que gesto bonito”! E não me fiz esperar – estendi também a mão ao revisor num cumprimento demorado e rematado por um dos meus sorrisos que dizem (quem sabe) irradiam luz (mesmo em dias mais sombrios).
O revisor sorriu também ao meu cumprimento, viu o meu bilhete e disse obrigada, enquanto os outros três homens se olhavam entre si circunspectos! Mas…em vez de seguir seu giro verificando os bilhetes dos outros passageiros, deteve-se ali, de pé, em amena “cavaqueira” com os três indivíduos sentados à minha frente e ao meu lado.

Foi então que percebi: eram, todos eles, funcionários da empresa de caminhos-de-ferro…e o cumprimento inicial era de colega para colega…não seria suposto incluir o meu “aperto de mão”!


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(Foto de BlueShell)
(Dedicado a pessoas como eu: distraídas!)

terça-feira, dezembro 13, 2011

VEM...AGORA!

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(Foto de BlueShell)

Vem, deita-te comigo, aqui, a meu lado…
Deixa, na noite, o incerto Fado…



Vem, deita-te comigo…não ouças palavras ocas
de bocas sem freio! Vem…serei teu enleio.
Não ouças, da cidade, o marulho obscuro…
Puro é meu querer que te deites comigo.



Vem, vem deitar-te comigo agora…
Não creias no Tempo que passa lá fora,
Nem nas Horas que teimam em Ser…
Deita-te comigo e cobre-me toda…
Veste-me de amor, faz-me saber
Que, deitado ao meu lado,
(… e apesar do Fado)
Eu, assim inteira, serei mais mulher!




sob4

(Foto de BlueShell)
Dedicado ao meu companheiro, meu cúmplice, meu amigo, meu amado...o MEU MARIDO!

sexta-feira, dezembro 09, 2011

VONTADE

fon

(Foto de BlueShell)


E apesar do escuro céu, apesar da chuva que me molha a alma e do frio que me desfolha a idade…
Sempre esta imensa vontade de te dizer que te amo!

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Horizontes

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(Foto de BlueShell)

No horizonte sombrio da demência
Sinto o temor,
O não saber,
O não ter,
e
O arder das mãos cansadas da tua ausência.

quarta-feira, novembro 30, 2011

SE É Importante para mim...para vós também será!




www.ciberescola.com





"A CiberEscola da Língua Portuguesa é uma plataforma de recursos interativos e cursos online de ensino do português e constitui um projeto único no universo de oferta editorial e institucional via Web.

(…)
É necessária apenas uma ligação à Internet. A plataforma funciona em qualquer browser, não sendo necessário o descarregamento de software adicional

(…)
Para além da interatividade utilizador-máquina, visada nos exercícios interativos, desenvolver-se-ão cursos online destinados a alunos de português língua estrangeira (ver Cibercursos da Língua Portuguesa) com acesso aberto aos materiais e produtos gerados em cada curso."

domingo, novembro 27, 2011

Capar pepinos???

dia1

(Foto de BlueShell)

Era um verão quente aquele, de há alguns anos, em que eu tinha ficado de cuidar da quinta.
Sabia o suficiente de agricultura para, pelo menos, fazer as regas. E deslocava-me à aldeia dia sim, dia não,…se o tempo assim o ditasse, para cuidar dos tomates, do feijão-verde, das alfaces, dos pepinos …e do jardim: havia imensas plantas em flor mas o meu local preferido era o roseiral, pelas belas rosas que continha.

Num desses dia de rega, quando já o suor me escorria pela face, pescoço…e o meu cabelo se apresentava longe de ser decente…ei-lo: era o vizinho, o senhor Diamantino, viúvo e que sempre fizera a sua vida na, e para, a terra! Durante anos tivera rebanhos…agora cultivava algumas belgas de terra para seu consumo.
Viu-me, parou a bicicleta e cumprimentou-me:

-Bom dia, menina!(na aldeia, mesmo depois de sermos mulheres casadas…o “menina” tem sempre lugar…o que até nem me pareceu mal…digamos até que senti algum prazer nesse cumprimento).

- Bom Dia, Sr. Diamantino, vai benzinho?- disse eu de sorriso rasgado como é meu hábito.

- Vamos como se pode e os dias deixam…. – e sorriu.

- Eu ando a regar, como pode ver!

- Estou a ver…-fez silêncio…depois prosseguiu:
- Mas olhe, menina…

- Diga!

- A menina tem de “capar” esses tomates e esses pepinos! É que senão ficam “pequenos e amargosos”!

O meu olhar fulminou-o!
- Ó Sr. Diamantino, francamente, agora deu-lhe para gozar comigo, ou quê? – respondi de forma brusca pousando a sachola no rego por onde corria a água.. Olhe que o respeito é coisa que aqui ainda se usa…

Uma nuvem de imensa preocupação turvou-lhe o sorriso, saltou da bicicleta e, num ápice, já se encontrava junto a mim.
-Não, menina, não!!!…estou a falar sério, longe de mim, credo…

E vi que estava atrapalhado, sem cor…
Então explicou o que era “capar” os pepinos, e exemplificou.
-É que, tirando estes miúdos que estão no caule, os outros ficam maiores, mais carnudos e não amargam. O mesmo acontece com os tomates…ficam maiores, mais desenxovalhados.

Foi nesta altura que eu ruborizei…e senti uma imensa vergonha a somar à minha imensa ignorância no campo da agricultura. Pedi desculpa e agradeci…

Nesse dia aprendi, com um homem do povo, que se “capam”…pessoas e animais…e ainda tomates e pepinos…

Ah…e nesse dia trouxe comigo uma rosa…uma das minhas favoritas…e que hoje ofereço ao Joop...porque sei que gosta de rosas!



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(Foto de BlueShell)

terça-feira, novembro 22, 2011

(...já passou...)!!! estou apaixonada...SOU apaixonada!!!

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(Foto de BlueShell)

“As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como flores perfumadas; os seus lábios são como lírios gotejando mirra com doce aroma."
Cânticos 5:13

A sua boca é muitíssimo suave, sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.”
Cânticos 5:16
Bíblia Sagrada

...
Do meu amado sinto a suave carícia do seu olhar-me!
Suspiro … que entrego, sem temer, ao seu chamar-me!
Do meu amado quero a boca o ventre os lábios…
Em mim, quero dele a vontade e o peito,
Com que sonho e me desvendo nesse leito…

sexta-feira, novembro 18, 2011

Eu...e alguns dos outros....

st

(Foto de BlueShell)

"Há falsidades disfarçadas que simulam tão bem a verdade, que seria um erro pensar que nunca seremos enganados por elas." - La Rochefoucauld , François


Afinal…Depois de tudo quanto tenho passado, perspetivo a vida de uma forma diferente…dando valor a isso mesmo: à vida!!! E prometi a mim mesma que iria ter um outro desempenho face às contrariedades…que, por vezes, não são senão coisas “mesquinhas" pouco dignas de mim…


PORÉM…quando vejo pessoas de suposta inteligência advogar e tentar impor valores que não praticam,…fico furiosa!


Pessoas que se julgam superiores a Deus… oh, imploro paciência para não perder a compostura que me caracteriza!


Pessoas que são “especiais” não deviam estar em contacto com as demais “unidades de carbono”: pode-se-lhes pegar algo ruim! Porque se não fecham numa campânula? Assim protegem-se de gentinha como eu… dos vermezinhos que posso acarretar comigo…


Pessoas que têm uma inteligência (alegadamente) acima da média não deviam estar entre as pessoas “normais” – deviam ser encaminhadas para projetos à altura das suas capacidades, sei lá…numa universidade …em…um qualquer lugar do planeta???...


Pessoas falsas e dissimuladas…devia ser-lhes dada uma hipótese de fazer “carreira em Hollywood”, nos estúdios da Universal, Paramount Studios, em L.A.…ou outros…Ganhariam “um Óscar após outro”! ( o Jerry Bruckheimer…por exemplo, poderia fazer bom uso dos seus talentos de representação…)


Pessoas “santas e de boa vontade” devem permanecer puras: para isso recomendo a clausura de um convento…



Estou zangada? Estou! Estou triste? …muito. Mas estou desiludida, sobretudo…porque pensei que havia alguma empatia, alguma compreensão e tolerância, alguma sensibilidade entre colegas de trabalho…afinal não há!!!


Há, sim, palavras que ferem mais que uma bofetada…e silêncios que dizem mais do que todo um discurso recheado de desprezo!(Digo eu...)


...sinto que peciso de me afastar,...em meditação, até a raiva passar:






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(Foto de BlueShell)

domingo, novembro 13, 2011

EU DOU GRAÇAS!

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(Foto de BlueShell)


…e se olho e vejo árvores e flores…
Eu dou Graças!
Porque posso ver...
e por haver árvores e flores.


…e se oiço os pássaros cantando,
Crianças jogando à apanhada,
Ou a chuva batendo na calçada…
Eu dou Graças!
Por poder ouvir
Os pássaros
e haver crianças rindo e haver chuva…(ainda)!


…e se ao caminhar pelo íngreme chão
Que me conduz a casa eu sinto, antecipando,
O calor do fogo na lareira que me espera…
Eu dou Graças!
Porque posso ir pelo meu pé
e por ter casa onde me abrigar
e fogo onde me aquecer!


…e quando como esse pedaço de pão
Eu dou Graças!
Por poder trabalhar
E por haver o que comer na minha mesa.


…e quando, à noite, repouso em minha cama..
Eu dou Graças!
Pelo aconchego da roupa que me cobre
e pelo teto que me abriga…


…e quando sinto teu calor nesse abraço
que me sossega e me faz mulher-menina…
Eu dou Graças!
Por estares comigo, hoje…
E porque sei, então, nos braços teus,
Quão maravilhoso é
ter sido agraciada
pelo abraço incondicional de Deus.

(Grata ao amigo Rogério Pereira, ( http://conversavinagrada.blogspot.com/ )pela sugestão...que agradavelmente coloquei nos tês versos finais.)

quarta-feira, novembro 09, 2011

Laços....

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(Foto de BlueShell)


Hoje…é tarde demais…
Na varanda do Tempo
Não sinto meus passos ágeis…
Nem pinto com o olhar
Telas coloridas de nós….
Frágeis são os laços que
À vida nos prendem…

domingo, novembro 06, 2011

Sabes o que são ...as lágrimas dos anjos?

(Ligar o som...se puder dispor de uns minutos)




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(Foto de BlueShell)

Há muitos anos atrás encantei-me por essa música…
Hoje não resisti à tentação de a colocar…
Um pequeno presente meu
A todos quantos sabem o que é …AMAR!




AMOR SELVAGEM
Marcus Viana,
em Novela Brasileira "PANTANAL".


Quando os corações dos puros amam
Cala a imensidão, o espaço
E a eternidade ergue seu véu


Todas coisas vivas se aquecem
Todos olhos se iluminam
Com a luz de um outro céu


Corações selvagens
Quando batem de paixão
Acordam toda a natureza
Fazem a vida renascer


Florestas que queimaram
Voltam a se vestir de verde e flor
E as fontes que secaram
Ressuscitam ribeirões


Corações selvagens
Quando ardem de paixão
Incendeiam a noite, o tempo
E cegam sóis


Estrelas são as lágrimas dos anjos
A chorar
Por não terem o corpo e a vida
E não saberem o que é amar







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(Foto de BlueShell)

(A quantos me visitais peço um pouco de paciência comigo: farei por ter meu momento a sós com cada um de vós, de vos ler, vos "ouvir" pois esse é meu privilégio, minha a honra...só que vai demorar um pouquinho...está bem?)

terça-feira, novembro 01, 2011

(coisa típica dos machos de qualquer espécie)

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(Foto de BlueShell)
Este já é conhecido na blogosfera: o terrível husky…
Aqui…parece uma coisinha doce….a dormir à sombra, no seu canil, com o seu brinquedo preferido e …numa pose …estranhíssima.
Faz isso várias vezes: nunca vi um cão adotar esta postura para dormir.
Está “derreado”! Noites agitadas…de insónia …que não deixam dormir os humanos ao redor. (tenho de o mandar castrar…)

Há uns tempos atrás aconteceu-me algo …insólito:
Era um fim de tarde de Novembro…fazia já um frio de rachar.
Saí à pressa do trabalho e, inadvertidamente, deixei o casaco num dos gabinetes.
Ao chegar à porta de casa procurei as chaves, mortinha que estava para entrar no aconchego do lar. Mas…das chaves…nem sinal.

O vento frio da Serra da Estrela entrava pela camisola de lã , as minhas mãos estavam roxas….e eu batia o dente. Bolas tinha deixado as chaves de casa no bolso do casaco!!!
Teria de esperar que meu marido chegasse a casa…sempre a horas incertas.

Então, num ato de desespero, "pedi licença ao husky" e fui para dentro da casota. Ali estaria mais abrigada do vento, pelo menos isso. Sentei-me e acomodei-me num tapete velho que, nunca como antes, me cheirava imenso a “cão”!
Ele, por sua vez, estranhou ver-me aninhada a um canto do seus “aposentos” e…pensou que a dona queria brincar: saltou, rebolou-se, queria lamber-me a cara. Deitou a pata por cima dos meus cabelos e arrancou aí uma boa dúzia até eu lhe dar um berro. Amuou. (coisa típica nos machos de qualquer espécie) …
O tempo passou mas, pelo menos eu não estava a “tinir de frio”!

Era já noite quando ouvi a voz do meu marido chamar…e eu respondi:
-“Amor, estou aqui!"
- “Aqui? Onde é o aqui? – perguntou ele sondando o jardim na penumbra que já se instalara.
- “Aqui, na casota do cão”- e nesse momento já eu me levantara, com um pé dormente e, a custo , me dirigi para o sítio onde ele estava e onde eu poderia, por fim, aquecer os meus ossos, já tão massacrados pelo frio e por alguma falta de espaço.

Não sei descrever a expressão dele ao ver-me sair da casota do cão, de dentro do canil e chegar à sua beira…cabelos em reboliço e a cheirar a cão.
Era uma expressão de incredulidade…e um olhar pleno de interrogações.

Pobre marido…deve ter pensado, por momentos, que a sua querida, esbelta, dedicada, frágil e adorada esposa tinha enlouquecido e …quando eu já ia fazer o movimento de o abraçar ele desferiu a pergunta que quase lhe valeu um estalo: - “ O cão? O cão está bem?!”
(coisa típica dos machos de qualquer espécie)

quinta-feira, outubro 27, 2011

Teu sol beija meus lábios!

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(Foto de BlueShell)

É na força de teus braços que me deixo repousar
….
me entrego à ternura dos teus beijos …
….
E na fonte do teu corpo me deixo saciar!

Da minha boca escorrem as palavras magoadas
pelo Tempo…mas teu sol beija meus lábios
e cada abraço teu me mostra novas madrugadas.


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(Foto de BlueShell)

sábado, outubro 22, 2011

Sem ti!

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(Foto de BlueShell)

Debrucei-me sobre a minha imensa solidão…
E, em baixo, no reflexo do Tempo
Não me reconheci!


Do alto da minha solidão eu soube então
Que não sei viver sem ti!


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(Foto de BlueShell)

terça-feira, outubro 18, 2011

Blue Shell...why?...

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(Foto de BlueShell)

Atraquei num porto de palavras…e amarrei
Meu barco às sílabas soltas que saíam de sua boca!
Louca: pois que não vi o branco frio desse véu
Me cegar de eufemismos embalsamados…
Pensamentos estagnados presos em sílabas
Dispersas: areias no areal sem mar, sem sal….

Mas enquanto se banqueteava na sua fecunda
Hipocrisia [Homem …arrogante e opressor]…
Eu me libertei das sílabas mornas, sem sentido…
E corri, já sem o véu que me cobria…e me tolhia o ser…


Corri…e mergulhei, sem barco…ou medo algum
de perecer nesse mar, cor de céu, pleno de vida!
Me aconcheguei na minha essência,
Quase perdida, nela me firmei…
E em concha azul…me transformei!



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(Foto de BlueShell)