(Foto de BlueShell)
Todos nós temos as nossas fragilidades e todos nós sabemos disso.
Porém, há dias em que parece que todas as fragilidades nos aniquilam:
tudo nos dói…na alma, no corpo…
E mesmo o que ontem nos fazia sorrir…hoje nos magoa…porque nos fere com aguçado gume.
São dores que não podemos combater ou aniquilar… porque nos pertencem, fazem parte de nós.
Dores que alastram pelo corpo abandonado ao Tempo e às memórias.
E as memórias, essas …têm tanto de aconchego como de chaga.
Então…sentimos que temos de fugir de nós para fugir da dor…temos de nos fragmentar de nos reinventar…para encontrar um pouco de paz, de alívio…
Puro engano: tudo permanece…e tudo será em vão:
Nem o orvalho, nem a lágrima se reinventam em metáforas prenhes de ilusão…pois serão sempre orvalho…sempre lágrima e os passos que damos não sublimam o chão!
(Foto de BlueShell)