Sei pouco mas sinto demais! Gosto do cheiro da terra molhada e do toque sereno do vento roçando-se nos pinhais, sem Tempo nem Idade. Tenho na alma a robustez das serranias e no olhar ...lágrimas de saudade!
domingo, novembro 27, 2011
Capar pepinos???
terça-feira, novembro 22, 2011
(...já passou...)!!! estou apaixonada...SOU apaixonada!!!
Bíblia Sagrada
...
sexta-feira, novembro 18, 2011
Eu...e alguns dos outros....
Afinal…Depois de tudo quanto tenho passado, perspetivo a vida de uma forma diferente…dando valor a isso mesmo: à vida!!! E prometi a mim mesma que iria ter um outro desempenho face às contrariedades…que, por vezes, não são senão coisas “mesquinhas" pouco dignas de mim…
domingo, novembro 13, 2011
EU DOU GRAÇAS!
…e se olho e vejo árvores e flores…
Eu dou Graças!
Porque posso ver...
e por haver árvores e flores.
…e se oiço os pássaros cantando,
Crianças jogando à apanhada,
Ou a chuva batendo na calçada…
Eu dou Graças!
Por poder ouvir
Os pássaros
e haver crianças rindo e haver chuva…(ainda)!
…e se ao caminhar pelo íngreme chão
Que me conduz a casa eu sinto, antecipando,
O calor do fogo na lareira que me espera…
Eu dou Graças!
Porque posso ir pelo meu pé
e por ter casa onde me abrigar
e fogo onde me aquecer!
…e quando como esse pedaço de pão
Eu dou Graças!
Por poder trabalhar
E por haver o que comer na minha mesa.
…e quando, à noite, repouso em minha cama..
Eu dou Graças!
Pelo aconchego da roupa que me cobre
e pelo teto que me abriga…
…e quando sinto teu calor nesse abraço
que me sossega e me faz mulher-menina…
Eu dou Graças!
Por estares comigo, hoje…
E porque sei, então, nos braços teus,
Quão maravilhoso é
ter sido agraciada
pelo abraço incondicional de Deus.
(Grata ao amigo Rogério Pereira, ( http://conversavinagrada.blogspot.com/ )pela sugestão...que agradavelmente coloquei nos tês versos finais.)
quarta-feira, novembro 09, 2011
Laços....
domingo, novembro 06, 2011
Sabes o que são ...as lágrimas dos anjos?
Há muitos anos atrás encantei-me por essa música…
Hoje não resisti à tentação de a colocar…
Um pequeno presente meu
A todos quantos sabem o que é …AMAR!
AMOR SELVAGEM
Marcus Viana,
em Novela Brasileira "PANTANAL".
Quando os corações dos puros amam
Cala a imensidão, o espaço
E a eternidade ergue seu véu
Todas coisas vivas se aquecem
Todos olhos se iluminam
Com a luz de um outro céu
Corações selvagens
Quando batem de paixão
Acordam toda a natureza
Fazem a vida renascer
Florestas que queimaram
Voltam a se vestir de verde e flor
E as fontes que secaram
Ressuscitam ribeirões
Corações selvagens
Quando ardem de paixão
Incendeiam a noite, o tempo
E cegam sóis
Estrelas são as lágrimas dos anjos
A chorar
Por não terem o corpo e a vida
E não saberem o que é amar
terça-feira, novembro 01, 2011
(coisa típica dos machos de qualquer espécie)
quinta-feira, outubro 27, 2011
Teu sol beija meus lábios!
É na força de teus braços que me deixo repousar
….
me entrego à ternura dos teus beijos …
….
E na fonte do teu corpo me deixo saciar!
…
Da minha boca escorrem as palavras magoadas
pelo Tempo…mas teu sol beija meus lábios
e cada abraço teu me mostra novas madrugadas.
sábado, outubro 22, 2011
Sem ti!
Debrucei-me sobre a minha imensa solidão…
E, em baixo, no reflexo do Tempo
Não me reconheci!
Do alto da minha solidão eu soube então
Que não sei viver sem ti!
terça-feira, outubro 18, 2011
Blue Shell...why?...
sexta-feira, outubro 14, 2011
FRÁGIL
domingo, outubro 09, 2011
Teu amanhecer em mim
Amanheceste em minhas mãos
e teu Sol conquistou meu corpo,
me aqueceu,
me enlouqueceu de prazer…
Amanheceste em mim…
e eu me aconcheguei em ti
e me deixei extasiar …
sem pudor!
Amanheceste no meu âmago e me iluminaste
O querer…
Em puro júbilo…deixei-me simplesmente ser,
Amor.
(De coração agradeço a Evanir o seu carinho, postando um poema meu: obrigada amiga)
quarta-feira, outubro 05, 2011
DEMORA...
- Não, menina, aqui já não há ninguém…
os filhos, a bem dizer, naquele tempo de grande miséria,
Uns emigraram p’ro Brasil, p’lo sustento;
Outros, os mais novos, soube-se terem ido para França
Por lá ficaram …que deles não se ouviu
Mais notícia alguma…em todo este tempo, nada.
E os velhotes a modos que se deixaram
Consumir p'lo desgosto…
Iam tendo criação, umas belgas de terra:
Milho, umas videiras… oliveiras…milharada...
Viam-se, por vezes, a andar à lenha:
Primeiro foi-se ela, a ti’Amélia… Deus a tenha!
Depois, o Firmino, quem diria, sempre fino
Foi-se, menos de um ano depois, em agosto.
- Não, menina, aqui já não mora ninguém…
domingo, outubro 02, 2011
...cor..
terça-feira, setembro 27, 2011
Ainda me queres?
sexta-feira, setembro 23, 2011
Sinto demais…
segunda-feira, setembro 19, 2011
Que Susto!
quinta-feira, setembro 15, 2011
AFINAL...
sábado, setembro 10, 2011
Silêncio-dor.
Escondes a aloquete a dor que não dizes,
nem queres mostrar…
Porém eu vou além do teu silêncio …
vou e sei e sinto!
Mas a tua solidão, o teu sofrer
não consigo mitigar…e dói.
Porque estamos sós, ambos, no nosso silêncio-dor.
Escondo no sorriso amargurado
a melodia com que te quero embalar!
Partitura sem clave: é este o presente
que me invade, é este o meu fado, amor.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Bichano madrugador...
Aninhas-te agora no vaso que é meu?
Bichano malandro, não tens onde ir?
Cuidado Bichinho, que ‘inda vais cair…
domingo, setembro 04, 2011
Qualquer semelhença com um enredo de ficção...é pura coincidência!
A calma da tarde parecia queimar nossos corpos. Uma tarde de agosto, daquelas tardes de sol de figos e uvas e amoras e searas..
Dentro de casa o velho cão estava sorumbático…
...depois ficou impaciente. Um cão sem vida “social” é um cão só…não obstante os mimos dos donos.
Fiz-me ao fogão e, num instante, arranjei uma merenda: batatas albardadas, rojões, carne assada no forno e, depois, fatiada; houve ainda tempo para fazer um bolo e uma pizza (receita minha). Havia melão, uvas e maçãs. Água e um sumo natural. Ah e pão! Enfiei tudo na cesta e numa outra, uma manta onde pudéssemos sentar-nos.
A tarde começava a refrescar quando nos metemos no carro que ainda abafava. Os meus cabelos compridos e louros caiam pelo colo mas tive de os prender com um gancho para não me fazerem transpirar ainda mais.
Sem uma rota, sem um destino…deixámo-nos levar pela estrada, quase sem movimento.
Viu-se então um largo e, no centro…uma pequena capela rodeada de imensas árvores. A sombra acolheu-nos com uma brisa leve e pura plena de cheiro a pinhais e a esperança.
Olhei disfarçadamente meu marido e vi que estava feliz. Então fiquei feliz. Naquela tarde de agosto o calor já não fazia doer. E quando estendi a toalha e nela coloquei toda a merenda eu era a mulher mais feliz do mundo.
A pequena capela …as árvores, o odor quente a campo…tudo estava em harmonia.
Levantei os olhos e o céu azul lá estava como que a querer abraçar-nos, unir-nos ainda mais. Uma união que não se consegue com os simples votos feitos frente a um Padre mas sim uma união plena, inteira…sem palavras pronunciadas…apenas com um estar, um olhar, um entender em silêncio cúmplice cortado, apenas, pelos movimentos dos pássaros agitados ainda do calor do dia.
Sentámo-nos para saborear a merenda …mas nesse momento eu soube…que connosco se havia sentado também o Medo. Um medo real…a iminência de um telefonema do IPO, médicos e seus diagnósticos, os elevadores com cheiro a medicamentos, os corredores vazios de sentido mas cheios de gente de expressão apagada. E senti uma dor terrível que me prendeu ao chão e me fez deixar escapar uma lágrima.
- “Não; este fim-de-tarde é nosso, apenas nosso!” – pensei, num misto de dor e raiva!
Olhei o meu marido mas não lhe vi o olhar: tinha os olhos cravados no chão. Adivinhei os seus pensamentos tal como ele adivinhara já os meus. Até o velho cão parecia cansado….mais velho ainda.
Senti que as mãos me tremiam e olhei, de novo o céu, numa prece muda…uma prece na qual entreguei todo o meu ser, toda a minha Fé…como se toda a minha energia convergisse para ela deixando-me prestes a desfalecer. E cerrei os olhos com muita força para que,…quando os abrisse, o Medo já tivesse ido embora de vez.
Não sei ao certo quanto tempo assim permaneci. Senti que o sol me tentava tirar do torpor em que havia imergido. Abri os olhos e parecia que o sol queria envolver-me, rompendo através do cedro que estava à minha frente. Até uma leve brisa, mais fresca, desalinhou meus cabelos compridos e louros…
Já não tinha medo.
E naquela tarde de calma do mês de agosto, entre o muito amar e o muito temer…percebi que Alguém maior que o Medo estava ali comigo. Sempre estivera, afinal…
terça-feira, agosto 30, 2011
Todavia...
Nesse tempo havia
a suprema certeza de tudo!
[Todavia, flores eram flores…]
E os amores …sonhados…de príncipes alados,
Povoavam meus dias!
[Todavia, flores eram flores…]
Cresci sem saber…ninguém me avisou….
O tempo passou na roda do rio…
[Moinho que esmaga sonhos e trigo]
… E levou de nós a essência consigo!
sexta-feira, agosto 26, 2011
Da minha vontade...
Terra, água…fonte de vida…escassa, quase perdida…
E ao fundo o céu por desvendar, parece um mar
No horizonte; e na minha vontade tudo na terra teria tons
De Verde, salpicado do branco do mal-me-quer ou do encarnado
Da papoila. E teria árvores frondosas onde pardais poderiam poisar!
sexta-feira, agosto 19, 2011
Memórias que alimentam a Vida.
terça-feira, agosto 09, 2011
hummmm...não me apanhas...
terça-feira, agosto 02, 2011
as férias...
terça-feira, julho 26, 2011
Não esqueço...
segunda-feira, junho 06, 2011
De Dentro
terça-feira, maio 17, 2011
De fora.
Lá fora tudo me é hostil.
Lá fora eu não compreendo, não sei mais do que aquilo que vejo ou ouço: sorrisos e palavras fáceis. São mantos que escondem arrogância, malícia e mentira. A essência não é mais que podridão. Todos se enganam e enganam-se uns aos outros: pactuam com a mentira, com a hipocrisia: e quando o incauto menos espera é quando sobre ele caem os que há pouco lhe faziam juras de amizade eterna.
Não…não compreendo…e fecho a porta atrás de mim.
De fora vêm apenas os ruídos longínquos de um ou outro carro que passa. Mas eu estou segura, agora. Porque me fecho dentro de mim. E a porta está fechada e eu estou do lado de dentro da porta.
sábado, maio 07, 2011
LIMITES
(foto de BlueShell)
E sinto esta vontade de transpor limites…
…desvendar o abandono,
Vê-lo por dentro.
[Fantasmas “voando em formação”…]
E a bruma e a cerração turvam o quadro,
Pintado a aguarela,…essa visão do passado…
E não me revejo nela…
E o ranger das tábuas do sobrado
Conta-me histórias de vidas preenchidas,
Vidas plenas da lida que se leva e leva os dias…
[Fantasmas “voando em formação”…]
Mas nos vidros das janelas
Já não vejo olhares ávidos de ser….
É nelas que o reflexo do presente
Me fere e amordaça…refém dum Tempo
Que já foi…levando a vida de graça.
sábado, abril 30, 2011
Foi uma flor...
sábado, abril 23, 2011
terça-feira, abril 05, 2011
Cristalina
(foto de BlueShell)
Oh, sim...cristalina a tua imagem... e a minha sede de te ter em mim. Fina e ténue a linha nua que se estende entre o tu seres meu e a minha vontade de ser tua...
quinta-feira, março 24, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Metáfora da Vida
(foto de BlueShell)
É assim, aVida...
Uma roda que desliza numa calha...
o Destino...é esse mesmo...está ali...
Vidas presas num pedaço de chão...
Que, inexorável, nos ilude mas não falha!
domingo, março 06, 2011
(in)segurança
(foto de BlueShell)
E há ainda o medo…o viver atrás da cortina que esconde
O que pode vir a ser.
Vive-se a agradecer estar-se vivo mais um novo dia…mas
Vive-se temendo… e logo a Felicidade se adia….
sábado, fevereiro 12, 2011
(foto de BlueShell)
Desde Julho temos vindo (meu marido e eu) a travar uma batalha…
Revolta, dor, lágrimas…esperança…sentimos de tudo um pouco.
Mas no dia 1 de Fevereiro de 2011, uma 3ª feira, eu estava a dar aulas e o meu marido estava na mesa de operações.
O meu coração estava pequenino: eu tinha uma vontade imensa de chorar, sentia uma ansiedade…não queria pensar e pensava constantemente.
Eu olhava os alunos sem os ver, falava sem ouvir a minha voz…
A minha dor, dentro de mim, falava mais alto…eram gritos de uma angústia sem igual.
Hoje, 11 dias depois, ele está em casa.
A recuperação é lenta mas está a decorrer como estava previsto.
A todos quantos me acompanharam, leram e transmitiram palavras de apoio, nestes últimos meses de dor, o meu muito obrigada.
